A cidade de Santa Cruz-PE viveu um momento especial no dia 22 de maio , com o lançamento de três documentários que celebram a memória, a cultura e os talentos locais. O evento aconteceu na Escola Elvira Granja de Souza e reuniu moradores, estudantes, artistas, educadores e admiradores da produção cultural da região. As obras, todas dirigidas pelo artista Júnior Baladeira, apresentam narrativas distintas, mas igualmente importantes para o registro da identidade cultural do município. Com sua visão sensível e estética particular, Baladeira conduziu cada documentário de forma profunda, revelando histórias que merecem ser conhecidas e preservadas.
O primeiro documentário exibido, “Carlinhos de Poty”, retrata a trajetória de um dos músicos mais importantes da cidade. Atuando desde os anos 1990, Carlinhos integrou diversas bandas regionais, com destaque para a famosa Meu Xodó de Pernambuco, que fez sucesso em todo o Nordeste. A produção mostra não apenas seu talento como instrumentista, mas também sua evolução profissional ao longo dos anos, destacando sua atuação atual como o principal técnico de sonorização de Santa Cruz. Sua história revela a força do trabalho contínuo e a relevância da música na construção da identidade cultural local.
Em seguida, foi apresentado o documentário “O Talento de Elisângela”, que acompanha a trajetória de Elisângela Matias, uma artesã reconhecida pelo trabalho que desenvolve há décadas. O filme revela um percurso marcado por dificuldades, mas também por determinação e superação. O artesanato, que começou como habilidade, transformou-se em sua principal forma de sustento e expressão. A obra destaca como Elisângela se tornou referência na cidade, inspirando outros artesãos e fortalecendo a tradição manual do município.
Fechando a programação, o público assistiu a “Poço Dantas, Passado, Presente e Futuro”, um documentário sobre o povoado de Poço Dantas, situado a 24 km de Santa Cruz. A narrativa resgata sua história, valoriza as transformações ao longo dos anos e apresenta o desenvolvimento cultural do local, impulsionado pela criação do Museu Memorial Sertanejo. Coordenado por Luzia Barboza, o museu se tornou espaço de preservação da memória e ponto de visitação para pessoas de toda a região. O filme, também coordenado por Luzia, evidencia a importância desse patrimônio para as gerações atuais e futuras.
O evento demonstrou a força da produção cultural local e reforçou o papel do audiovisual como ferramenta de memória, identidade e valorização das histórias que compõem o cotidiano do sertão pernambucano.